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Verão Seguro: Dicas de prevenção à acidentes com animais peçonhentos

13/01/2020
09:19:22

O verão se caracteriza por mudanças rápidas nas condições diárias do tempo, levando ao aumento da
temperatura e ocorrência de chuvas de curta duração e forte intensidade. Neste período,
intensifica-se o risco de agravos a saúde. Neste sentido, o Ministério da Saúde orienta e alerta
sobre a necessidade de intensificação das ações de vigilância em saúde para prevenção de doenças
e agravos ocasionados durante o período de verão.

Neste sentido, a Prefeitura de Dourados, através do Núcleo Municipal de Imunização atendeu,
notificou e tratou por meio das Unidades Sentinelas (Hospitais e UPA) no ano passado, cerca de 57
casos de acidentes com animais peçonhentos, sendo oito casos com aranhã, 21 com escorpião, 23 com
serpentes, um caso envolvendo abelha e mais quatro com largatas. Segundo o município, foram
utilizados 184 frascos de soros para os diversos casos atendidos.

A cidade dispõe para população o Hospital da Vida e da Unidade de Pronto Atendimento, ambos com
serviços 24h, além do Serviço Móvel de Urgência – SAMU, através do número 192, em casos que
necessitem de atendimento in loco.

Verão seguro

Os Acidentes por Animais Peçonhentos podem ser um desses agravos a saúde e pode ocorrer por
diversas maneiras: A prática de atividades ao ar livre, como acampar, pescar ou nadar no mar,
rios ou lagos, podem levar a acidentes com animais peçonhentos. Além disso, o calor e a umidade,
típicos desta época do ano, criam o ambiente propício para a proliferação e o aparecimento destes
animais. Por isso, é importante que nesse período seja intensificada as estratégicas de prevenção
dos acidentes e controle dos animais peçonhentos.

Com o aumento das chuvas nos meses do verão (dezembro a março), o período de férias e o
consequente aumento no fluxo de pessoas em áreas de matas (fazendas, chácaras, trilhas etc.) é
esperada uma elevação no número de acidentes por animais peçonhentos em relação aos demais meses
do ano. Logo, é importante que nesse período sejam intensificadas ações junto às populações
expostas, adotando medidas simples e eficazes para prevenção, como as recomendadas a seguir:

Para evitar acidentes com animais peçonhentos terrestres

Em atividades em áreas de matas, como trilhas, utilizar botas de cano alto e perneiras;

Não coloque as mãos em tocas, frestas, buracos na terra, ocos de árvores, cupinzeiros, em montes
de lenha ou entre pedras. Sendo necessária a inspeção utilize instrumento de proteção (luvas,
enxadas, cabo de vassoura etc.);

Caso encontre colméias/vespeiros em áreas sob risco de acidente, contate a autoridade local
competente para a remoção;

Inspecione roupas, calçados, toalhas de banho e rosto, roupas de cama, pano de chão e tapetes
antes de usá-los e evite pendurar roupas fora dos armários;

Afaste camas e berços das paredes e antes de dormir, inspecione os cômodos da casa,
principalmente camas, locais escuros, para verificar a presença de aranhas ou escorpiões, pois a
noite estes animais são mais ativos;

Em caso de enchentes, evite o contato com a água. Esteja sempre atento, pois serpentes podem
estar se deslocando em busca de locais secos;

Mantenha ralos, frestas e instalações elétricas fechadas; Acomode o lixo apropriadamente,
evitando o aparecimento de baratas, que servem de alimento para escorpiões;

Caso encontre animal peçonhento não o tocar, mesmo que pareça morto, avise ou procure as
autoridades competentes como as polícias ambientais e agentes da saúde para remoção e
orientações.

O que fazer em caso de acidentes por animais peçonhentos

Procure atendimento médico imediatamente;

Sendo possível, e apenas se não atrasar o atendimento médico, lave o local da picada com água e
sabão (exceto acidentes por águasvivas ou caravelas), mantenha a vítima em repouso e membro
acometido elevado até a chegada ao prontosocorro. Em acidentes nas extremidades do corpo (braços,
mãos, pernas e pés), retire acessórios que podem piorar o quadro clínico, como anéis, fitas
amarradas e calçados;

NUNCA amarre ou faça torniquete no membro acometido e, NUNCA sugue, corte e/ou aplique
substâncias estranhas (pó de café, álcool, entre outros) no local da picada;

APENAS em acidentes com águas-vivas e caravelas, pode-se utilizar pacotes fechados de gelo
envoltos em panos, para alívio da dor. NÃO USAR água doce para lavar o local da lesão, nem para
aplicar compressas geladas, pois pode piorar o quadro do envenenamento. O vinagre pode ser usado
na inativação de tentáculos aderidos à pele. A remoção deve ser feita de forma cuidadosa, com
pinça ou lâmina. Procure assistência médica para avaliação clínica e, se necessário, tratamento
complementar;

Informe ao profissional de saúde o máximo de características do animal, como: tipo, cor, tamanho,
entre outras. Se possível tire uma foto do animal, para auxiliar na identificação do animal
causador do acidente, no diagnóstico e melhor escolha de tratamento.

Fonte: www.enfoquems.com.br
Foto: Marilia Pierre

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